terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ed. COPAN





Ed. COPAN - (1951 - 1966)

Arquiteto Oscar Niemeyer

AV IPIRANGA nº200, SAO PAULO,SP.



O repertorio formal da arquitetura moderna encontra na funcionalidade e na simplicidade das formas os elementos essenciais para a definição de um projeto, para tanto, formas puras e linhas retas são bastante exploradas.
O Ed. Copan, de Oscar Niemeyer, rompe de certa forma com essas regras e se mostra de forma sinuosa, quase que se contorcendo entre o emaranhado de prédios a sua volta.
O projeto é grandioso tanto em dimensões quanto em numero de habitantes, praticamente uma mini-cidade, com aproximadamente 5 Mil habitantes. Em seu interior uma prefeitura foi instituída para atender as necessidades de moradores e comerciantes que co-habitam no mesmo local.
Em seus corredores internos, a curva em forma de “S", proporciona um caminhar de descobertas, é preciso percorrê-la para ver ao longe.
Os apartamentos em varias tipologias podem abrigar desde moradores solitários a famílias mais “tradicionais” como casais com filhos. Talvez, por possuir um caráter democrático, muitos problemas relativos a comportamentos e atitudes, sugiram com o tempo,pois nesse caso as diferenças ficam mais visíveis, entretanto o copan se mantêm como símbolo de progresso e desenvolvimento da modernização da cidade de São Paulo.
No interior dos apartamentos, as visadas do skyline de arranha-céus da cidade, são possíveis através das grandes janelas de vidro, todas protegidas por brises de concreto em suas fachadas, a poética do movimento se faz presente nos mesmos, rompendo com a dureza dos prédios a sua volta.
Sem duvida o Ed. COPAN é um marco da modernidade, abrindo perspectivas para o futuro e avanço tecnológico às margens do “centro velho” da cidade.

MASP - Museu de Arte de São Paulo

MASP - (1957-1969)
Arquiteta Lina Bo Bardi
Av. Paulista – Bela Vista, SP


O Museu de Arte de São Paulo, projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, se destaca na paisagem da avenida paulista pela monumentalidade e ousadia.
Em frente ao parque Trianon, surge o gigante de concreto e vidro, a grande caixa flutua sobre vigas que se apóiam em 2 pares de pilares de concreto, o vão de 70m foi possível graças ao avanço tecnológico com a utilização do concreto protendido.
Sob a grande laje, de um lado o olhar se volta para o belvedere preservado, de outro a massa de vegetação do parque. A poética do lugar é representada pelo vazio a ser preenchido, onde varias manifestações podem acontecer, desde protestos políticos a eventos culturais e artísticas.
Em seu interior, o acervo de pinturas permanentes parece flutuar, o efeito é possível graças ao design dos cavaletes criados pela arquiteta, compostos por painéis de vidro apoiados em blocos de concreto, os quais representam os suportes ideais a exposição dos mesmos. A utilização desses cavaletes permite uma visão interna mais ampla e sem barreiras, permitindo explorar o espaço em toda sua totalidade.
No local utilizado para exposições temporárias, duas grandes rampas, pintadas de vermelho se cruzam, ligando os mezaninos ao átrio. Mais uma vez a leveza do concreto se faz presente, essas rampas desafiam a gravidade não tocando as lajes, graças a um engenhoso sistema de pêndulos .
Lina Bo Bardi, consegue com o projeto do Masp, que a monumentalidade e simplicidade da forma sejam facilmente identificados e reconhecidos na malha urbana.

MUBE - Museu Brasileiro da Escultura

MUBE - (1987-1995)
Arquiteto Paulo Mendes da Rocha
Rua Europa, 218 Jardim Europa - Zona Sul



O Museu Brasileiro de Escultura, MUBE, do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, sintetiza o pensamento da escola brutalista, ou seja, a arquitetura de linhas puras e concreto aparente associados agora a novas tecnologias.
O MUBE possui dimensões modestas e se insere na paisagem mais como uma escultura do que um espaço de museu propriamente dito. Os espaços de exposições ficam semi enterrados, onde o único elemento que denuncia a presença do mesmo é a grande laje de concreto protendido presente no local.
O pórtico que marca o lugar não define funções, existe como elemento representativo, podendo ser usado como abrigo ou simplesmente contemplação. Sob ele rasgos na laje permite a entrada de luz, criando os cenários para as exposições itinerantes.
A arquitetura de Paulo Mendes da Rocha presente no MUBE prima mais pela descoberta dos espaços do que a leveza do concreto propriamente dita é preciso percorrer os espaços descobrir os volumes, desvendar funções.